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Geração Feliz

 Um documentário de Leonor Areal

Sinopse  

     Entre 1985 e 1995, o grupo de teatro inesperado "Os Felizes da Fé" marcou o panorama artístico do fim do século XX, ao criar o movimento Hiperdada, cujos pólos de acção foram Lisboa e San Francisco CA. 
     Com os seus happenings de rua, os Felizes desafiaram todas as formas de autoridade - civil, política ou moral. Não é assim de admirar que tenham chegado a ser presos... acusados, é claro, de perturbar a ordem pública. No entanto, no auge da sua carreira, a actividade do grupo cessou inexplicavelmente, tal como os Beatles, quinze anos antes. 
     Procurando descobrir os motivos desta crise, «o documentário mais divertido dos anos 90» entrevista os membros do culto e relata a história do grupo, através de uma antologia inédita de documentos fílmicos.
  

Happy Generation 

For a decade, the hiperdada theater group "Os Felizes da Fé" left its mark on the late XXth century's art map.
With its street happenings, the Felizes defied all forms of authority: civil, political or moral. However, their activity stopped suddenly in 1995...

Geração Feliz - VÃO SUBIR NA VIDA, MALANDROS! (Foto Fernando Aguiar)   

 

 

 

 

 

 

 

 

 


GENERACIÓN FELIZ  

Enter 1985 y 1995 el grupo de teatro llamado "Los Felices de la Fe" tuvo una gran influencia en el panorama artístico de finales del siglo XX al crear el movimiento Hiperdada, cuyos polos de acción fueron Lisboa y San Francisco (California). Con sus "acontecimientos callejeros" este grupo desafió todas las formas de autoridad civil, política y moral, por lo que no es de extrañar que en alguna ocasión fueran incluso arrestados acusados de perturbar el orden público. Pero cuando su carrera se encontraba en pleno esplendor, la actividad del grupo cesó inexplicablemente. Procurando descubrir los motivos de esta crisis, el "documental más divertido de los años 90" entrevista a sus miembros y relata la historia del grupo a través de una antología inédita de documentos fílmicos.

 

Prod. VIDEAMUS, 90', 1999 (versão reduzida: 60', 2000 )
http://videamus.planetaclix.pt

 

    Em 1985, Rui Zink e os irmãos Gilberto Gouveia e Ricardo Gouveia criam os Felizes da Fé. Escolhem por território a Rua Augusta, principal via da baixa lisboeta, e optam por um formato típico de espectáculo: a manifestação de protesto. Aos três elementos fixos, juntavam-se sempre alguns amigos que, segurando cartazes, passeavam ao longo da rua, enquanto um megafone interpelava os transeuntes.

     Em 1986, Ricardo Gouveia (Rigo, hoje um artista plástico conceituado) emigra para S. Francisco, Califórnia, onde decide fundar uma filial dos Felizes da Fé. Desde início, os Felizes da Fé americanos e portugueses obtêm incrível sucesso mediático, aparecendo nas primeiras páginas dos jornais. 

     O trabalho dos FF era obviamente circense, mas era também um trabalho político, através de paródia a acontecimentos políticos e às convenções do acto político. Era um trabalho que consistia em agitar a mente popular, para a pôr a pensar sobre alguns assuntos em que ela normalmente não pensa. 

     O espectador comum, perplexo, não sabia bem como interpretar aqueles estranhos desfiles, à primeira leitura reconhecíveis como uma manifestação de protesto. E foi essa primeira leitura que, em Lisboa, levou à absurda detenção deste grupo de teatro. Durante ano e meio, os Felizes pararam com as suas actividades de performance e happening na rua.

     Os Felizes da Fé são como um OVNI na história da performance em Portugal, pois não há antecedentes ou referentes para o seu trabalho absolutamente original. Por um lado, há quem pense que eles são neo-pós-dadaistas, ou que têm uma estética anarco-pop, mas é também verdade que a essência dos Felizes pode ser encontrada já no circo romano.

      Nos anos 80, em plena crise pós-moderna das vanguardas artísticas, os Felizes da Fé criam o movimento Hiperdada, que se afirma como uma forma de anti-arte, apontando o absurdo da realidade. É uma espécie de Dada sem fim, um dadaísmo que se multiplica a si próprio, e, portanto, escapa a qualquer tentativa de entendimento ou catalogação. A provocação, a paródia, o curto-circuito das mentalidades, das rotinas, das ideias feitas, era uma característica estruturante do trabalho dos Felizes. 

     Entretanto, no início dos anos  90, a Câmara de Lisboa teve a ideia de promover uma quinzena cultural diferente, moderna, europeia. E foi assim que os Felizes da Fé voltaram a actuar e receberam o seu primeiro cachet. A partir de então, passaram a ser contratados para realizarem espectáculos em muitos outros lugares.

     No auge da sua popularidade, a actividade do grupo cessou inexplicavelmente. Para alguns, esta súbita decadência seria devida a crescimento demasiado rápido, ou a uma mudança de natureza: deixaram de ser um grupo de intervenção, transformando-se num alegre grupo de animação, com actuações pagas. Entre os seus actores, reina a discórdia e chovem as acusações mútuas: uns teriam procurado o sucesso individual, desprezando o grupo enquanto laboratório de criação colectiva. 

 

Participantes

Rui Zink, Gilberto Gouveia, Eugénia Mota, Paula Coelho, Nuno Antunes, Rigo, Alberto Pimenta, Miguel Wandschneider, Miguel Vale de Almeida, Fernando Aguiar, Adelino Tavares e centenas de figurantes...


Foto Story

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Actualizado em 11 Novembro 2006
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