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Frei Vasco Graça Moura 

Novo membro honorário dos FF

Nós, Felizes da Fé, irmãos, amigos, camaradas, companheiros, neste momento solene, votamos a aceitação, o aceitamento e, quiçá, o açoitamento do novel acólito Frei Vasco Graça Moura na nossa Igreja, pela Obra em apreço, bem como pela sua entrega à Causa.
Ano da Graça MMII

Discurso de admissão

Suponha-se que, em 2002, estão por publicar as obras de D. Francisco Manuel de Melo e do Padre António Vieira. Os editores não lhes pegam, os
especialistas não preparam edições, os leitores não mostram interesse. 

Entretanto, o genial Evaristo Snifante quer produzir o 43.º filme miserabilista português sobre drogados e piolheira (caro, porque já nem os drogados se querem prestar a isso, pelo que é preciso drogar alguém, para o efeito); 

a genial Ermelinda Sebácea, de seu nome artístico Doris Va Vite, quer apresentar uma coreografia imóvel, Motionless Flop (cara, pelos adereços em holograma e pela execução ao vivo da peça aleatória do não menos genial Fulgêncio Ribombo, Tears for Moby Dick, que implica as tecnologias
mais sofisticadas de gravação digital do canto das baleias nas Baamas e quatro meses de ensaios no Oceanário); 

a genial Críspula Pimpinela quer realizar uma tela maximinimalista, de 30 metros por 26, toda branca, mas com quatro rasgões de 38 cm x 38 cm, no canto inferior direito, intitulada Four in One (cara, porque os rasgões têm de ser preservados da passagem do ar por um complicado processo de patente alemã); 

o genial Gumersindo Trustruz quer encenar The Pilgrim, genial remake do Fr. Luís de Sousa, com uma begónia pendurada no pirilau do Romeiro (caro, porque é cada vez mais difícil escolher begónias).

O PS, com medo dos jornais, gasta os recursos disponíveis com aquelas compactas genialidades. O resto foi devorado pelo aparelho tentacular ligado ao ministério. E só a renda do Teatro Camões deglute em seco mais de 300 mil contos por ano.

Resultado: zero. Os veneráveis autores do século XVII ficam por editar. A escola continua a ignorá-los. As gerações futuras ficam a ver navios. Gastaram-se rios de dinheiro para nada. (...)

Vasco Graça Moura

 

artigo completo: http://dn.sapo.pt/cronica/mostra_cronica.asp?codCronica=1266&codEdicao=183 
 
 

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Actualizado em 15 Agosto 2003
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